“PRA NÃO DIZER” (2004) – Baseando-se em cartas escritas por ex-presos políticos, o grupo se desafiou a produzir uma ficção sobre algumas histórias de vidas que vivenciaram o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Foi também um trabalho de pesquisa e bastante envolvimento do grupo, que se tornaram os próprios personagens do curta metragem. A decisão de ter como referência as cartas deu-se a partir da indicação de dois jovens oficinandos. Na verdade, as cartas foram apresentadas antes mesmo de se definir sobre o tema. Nesse caso, o tema surgiu no momento em que o grupo lendo as cartas, perceberam a potencialidade fílmica em abordar o período da ditadura. Os debates sobre o tema foram muito intenso, fazendo com que o orientador utilizasse as filmagens desse processo como registro para revelar a força das cartas (documentos) enquanto parte constitutiva do roteiro. A pesquisa deu-se para além das leituras e discussões, pois foi realizada uma visita pelo grupo ao antigo DOPS (ao lado da estação da Luz). Foi um momento emocionante. O grupo ficou impactado devido ao ambiente sombrio e temeroso. Ao apropriarem-se dos fatos, os “atores” expressaram os momentos dramáticos das pessoas que sofreram com a tortura, prisão e morte. Pode-se dizer que o grupo trouxe para o público a difícil distinção entre ficção e realidade.
Pitan Filmes significa contar histórias na lingua Iorubá. É um grupo que desenvolve atividades cinematográficas de cunho produtivo e expositivo. Produtora de filmes de ficção -curtas metragens-'documentários, atividades cineclubistas.Promoção de evento, etc. Alguns de seus curtas , ganhadores de prêmios.Um deles ganhador de melhor roteiro de curtas metragens entre pontos de Cultura do país.
Cineclube Cinema Digital
O grupo procurando lançar desafios a partir da experiência prática e adquirindo aprofundamento teórico para o entendimento e domínio dos estudos sobre o cinema e o vídeo; promoveu um novo projeto em 2006, a criação e coordenação do Cineclube Cinema Digital, que já conta com o apoio da SECULT e do Centro Cultural Diadema; e tem desde 2008 o apoio e ações no Cine Eldorado (Diadema-SP) , que oferece o local e equipamentos para exibição. Sempre buscando novos parceiros e projetos para fortalecer e contribuir com o audiovisual brasileiro os dois projetos propõem uma comunicação direta para estimular a comunidade a ver, discutir e refletir sobre o audiovisual.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
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